
Há milênios que eu sou.
Sinto ainda as vibrações.
Da evolução do meu ser por outras vidas...
Sincopadas lembranças...
Farrapos de alegria
Por coisas imprecisas...
Tristeza imotivada...
Ternura que abrange a tudo e a todos.
E o sentimento universal
De que pertenço aos elementos.
Sou pedra e pássaro e água
E fogo e ar e terra...
Há milênios que eu sou.
A mesma angustia me atormenta há séculos:
O mistério de ser e não ser
E a decifração do infinito!
Vasto caminho de humilde luta
Até chegar a paz suprema.
Um dia eu estarei contigo, ó Cristo!
Quando eu não sei...
Talvez outros milênios passem...
Cairei muitas vezes.
Na fronte aflita
O selo do tormento.
Ascenderei porem
Assim o que a Lei.
E confundida a ti
Liberta e consciente
Estarei eterna no amor.

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